A freguesia «As Colectividades da Caparica»
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«As Colectividades da Caparica»

Exposição realizada para a 9.ª Festa das Colectividades
(Julho de 2009)

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I

Esta exposição resulta de um desafio lançado pela Junta de Freguesia de Caparica, que propôs ao Centro de Arqueologia de Almada elaborar um retrato do associativismo na freguesia hoje. A recolha de informação realizada revelou uma realidade associativa com grande diversidade e com um dinamismo que nos permite afirmar ser a Caparica uma freguesia onde o associativismo resistiu à viragem para o novo século, procurando – por vezes – ultrapassar situações de ruptura e estagnação, quer através da reprodução de estratégias e actividades que resultaram no passado, quer reinventando-se através de novas actividades, procurando dar resposta a uma realidade social que é, também ela, cada vez mais diversa e complexa.

II

A Caparica possui hoje 26 associações e colectividades, sendo a mais antiga de 1911, e a mais recente de 2008.

Todas têm em comum o esforço realizado para a promoção do bem-estar da população que vive, estuda e trabalha na freguesia, através de actividades tão diversas como cantar numa tuna, jogar xadrez, praticar boxe ou marchar na avenida.

Um denominador comum a todas as associações é a sua preocupação social e cultural, através da ocupação do tempo livre dos mais idosos, da formação e educação dos mais novos, mas também da participação na vida da comunidade.

Estamos, pois, na presença de uma freguesia cuja identidade está também ligada à história das suas colectividades, que têm – das mais diversas formas – acompanhado a evolução urbana da freguesia.

III

Na Caparica encontramos, ainda hoje, algumas das primeiras colectividades criadas na freguesia, no início do século XX, agora perto dos seus centenários. Outras possuem já várias décadas de existência, tendo surgido durante o Estado Novo como espaços de encontro, de convivialidade e mesmo de democracia.

IV

O associativismo na Caparica do século XXI reflecte uma grande diversidade, característica de uma freguesia também ela muito diversa: colectividades ligadas à vida académica (tunas), às necessidades da comunidade (utentes do centro de saúde, comissões paroquiais) ou à procura pela formação de uma comunidade saudável e bem ocupada (clubes desportivos, espaços de convívio).

A vertente recreativa, de convívio e partilha continua a fazer parte integrante da vida das colectividades.

V

As colectividades são, ainda hoje, locais que funcionam numa escala de proximidade, onde se promovem lógicas de bairro, pólos agregadores das identidades locais, numa era global, em que as identidades são – cada vez mais – construções fragmentadas.

Na Caparica,observamos que as colectividades funcionam como pontos de contacto entre o local e o global, espaços onde se pode visualizar no ecrã plasma o que se passa no campeonato do mundo de futebol ao mesmo tempo que se interage com a comunidade, num torneio de dominó inter-colectividades ou se pratica uma actividade menos tradicional, como boxe ou xadrez, promovendo jogos e resultados através de um blogue na Internet.

VI

A existência de uma sede fornece às colectividades um suporte material, onde se acumulam memórias, investimentos e testemunhos de glórias, passadas ou presentes. Sendo, muitas vezes, a principal fonte de despesa da colectividade, a sede é também o suporte de alguns rendimentos, mas é sobretudo um espaço físico que simboliza a colectividade, afirmando-a como parte integrante do território da comunidade.

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